
FINS ELEITOREIROS
31/01/2026Como se não bastasse labutar em unidades desabastecidas de quase tudo, e pagamento atrasado, no início do ano a situação piora. Isso porque os gestores dispensam os contratados dia 30 de dezembro, e demoram demais para renovar a contratação. Ou seja, como as equipes de saúde são enxutas, sem esse pessoal a sobrecarga aumenta – o atendimento, por sua vez, fica mais lento. A medida pode ser até legal, mas imoral. A aflição é grande para quem fica sem salário, no vácuo, levando ‘massada’ para ser reabsorvido (a depender do padrinho político). A situação é muito boa para os gestores, que economizam recursos e ainda barganham as vagas com interesses escusos. O correto seria agilizar um concurso capaz de cobrir/substituir toda necessidade, ao invés de deixar as vagas ociosas para se beneficiar. Ou, pelo menos, fazer renovação automática dos vínculos. A prática desumana, para não usar outro adjetivo, ocorre em todos os municípios, e até na rede estadual. Com a palavra o Ministério Público do Trabalho.