
Pior impossível
05/01/2026Muito triste iniciarmos o ano com record em queixas de mau uso dos recursos da rede estadual de saúde. Velhos problemas que se arrastam há anos explodiram como um vulcão devastador no final de 2025 e continuam impactando vidas. Além de atrasar rotineiramente o pagamento das empresas terceirizadas, fornecedores, e hospitais conveniados, o gestor não consegue dar satisfação convincente a população, tampouco tem planejamento para reverter a crise e viabilizar, enfim, a qualidade da assistência. Desumano submeter os profissionais à trabalharem sem condição digna, bem como a negar ao povo o direito de acesso aos serviços de saúde. Aguardamos o laudo conclusivo das investigações, o cumprimento de transparência, respeito aos direitos dos cidadãos e punição pelos desmandos. Na rede pública de saúde os cobradores fazem fila. O desmonte não poupa sequer as categorias que menos recebem, como é o caso, por exemplo, dos trabalhadores da limpeza, (terceirizados pela Reluzir), que pediram socorro numa emissora de rádio, alegando fome e atraso salarial. O Sinmed lembra que o Estado já dispensou os trabalhadores da segurança (no início da atual gestão), o que já causou muitos transtornos, e ano passado o débito da limpeza veio à tona. Haja problema Apesar dos protestos e de contar apenas com 30% dos serviços, os hospitais Santo Antônio e Médico Cirúrgico (antiga Paulo Neto) também continuam sem perspectiva dos meses em atraso. O Estado não vem repassando os recursos referentes ao atendimento do convênio SUS (feito pelo Estado), e os profissionais também denunciam ausência de repasses de benefícios do governo federal, e descumprimento do complemento do piso nacional da enfermagem.